sábado, 16 de maio de 2026

Intersecções entre as obras de Vigotski e Luria e a obra de Trotsky

 Vigotsky, Luria e Trotsky.


Principais pontos de intersecção

1. A concepção do novo homem socialista

  • Trotsky: Em "Literatura e Revolução" (1923), Trotsky propõe a concepção do novo homem socialista — um ser humano que se transformará radicalmente, dominando seus próprios processos inconscientes, elevando seus instintos à consciência e criando "um tipo biológico e social superior".
  • Vigotsky: Foi diretamente influenciado pela concepção trotskista do novo homem . Em janeiro de 1924, Vigotsky anunciou publicamente sua "Ciência do Novo Homem", interpretando a concepção de Trotsky como um chamado para criar uma nova psicologia que estudasse essa transformação humana.

2. Materialismo dialético e psicologia marxista

3. Otimismo revolucionário sobre a natureza humana

  • Ambos rejeitam determinismos biológicos conservadores
  • Vigotsky e Luria (1925) escreveram uma introdução a Freud argumentando que o "conservadorismo dos instintos" poderia ser superado através da "transformação social radical" em curso na Rússia
  • Trotsky sustentava que a humanidade não deveria "capitular diante das leis obscuras da hereditariedade"

4. Contexto histórico comum: Revolução Russa de 1917

  • Vigotsky desempenhou papéis importantes aconselhando o novo governo soviético após 1917
  • Ambos trabalharam no Departamento de Educação Pública da Rússia revolucionária
  • A psicologia soviética emergiu nesse contexto de "psicologia revolucionária"

Autores que apontam esses temas em comum

1) Anton Yasnitsky — Historiador da psicologia que documenta explicitamente a influência de Trotsky em Vigotsky:
- Mostra que Vigotsky "chegou ao marxismo através... de seu conhecimento com a concepção de Leon Trotsky do novo homem"
- Publicou "Vygotsky's Science of Superman" detalhando essa conexão
- Escreveu "Funciones superiores y psicología de cumbres: Vygotski (ab)usa (de)a León Trotski y Friedrich Nietzsche"

2) Shirley Franklin — Em resenha do livro "Vygotsky and Marx: Toward a Marxist Psychology", destaca o compromisso de Vigotsky com a revolução e sua psicologia marxista

3) Ian Parker — Em "Psicologia Revolucionária de Lev Davidovich Bronstein" (Trotsky), conecta teoria psicanalítica e marxista com a teoria de Trotsky para uma política revolucionária

4) Carl Ratner & Daniele Nunes Henrique Silva (editores) — Em "Vygotsky and Marx: Toward a Marxist Psychology" (2017), exploram explicitamente o marxismo no trabalho psicológico de Vigotsky

5) Michael Cole — Pesquisador fundamental da psicologia sociohistórica que contextualiza Vigotsky no marxismo revolucionário soviético

Resumo

A intersecção central é a perspectiva da transformação radical do ser humano através da revolução socialista: Trotsky forneceu a concepção política/filosófica do novo homem socialista, enquanto Vigotsky e Luria desenvolveram a ciência psicológica para estudar e implementar essa transformação, criando a teoria sócio-histórica/cultural como uma "psicologia marxista" revolucionária.

Texto gerado com auxílio de Inteligência Artificial. 

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Referências

FRASER, A.; YASNITSKY, A. Deconstructing Vygotsky's victimization narrative. Toronto: University of Toronto, 2015. Disponível em: http://individual.utoronto.ca/yasnitsky/texts/Fraser%20&%20Yasnitsky%20(2015).pdf. Acesso em: 16 maio 2026.

International Socialism. Revolutionary psychology. 2019. Disponível em: https://isj.org.uk/revolutionary-psychology/. Acesso em: 16 maio 2026.

MARXISTS INTERNET ARCHIVE. Lev Vygotsky – Soviet Psychology. Disponível em: https://www.marxists.org/archive/vygotsky/. Acesso em: 16 maio 2026.

RATNER, C.; SILVA, D. N. H. (org.). Vygotsky and Marx: toward a Marxist psychology. 2017. Disponível em: http://individual.utoronto.ca/yasnitsky/texts/Yasnitsky_2020_MarxistPsychology_bookPreview.pdf. Acesso em: 16 maio 2026.

TROTSKY, L. Literatura e revolução. 1923. Disponível em: https://www.marxists.org/archive/trotsky/works/literature/. Acesso em: 16 maio 2026.

VYGOTSKY, L. S. Concrete human psychology. 1929. Disponível em: https://www.marxists.org/archive/vygotsky/works/1929/concrete-psychology.pdf. Acesso em: 16 maio 2026.

VYGOTSKY, L. S. Soviet Psychology: The socialist alteration of man. 1930. Disponível em: https://www.marxists.org/archive/vygotsky/works/1930/socialism.htm. Acesso em: 16 maio 2026.

YASNITSKY, A. Vygotsky's Marxism: A 21st Century Leftist Bolshevik Critique (The June Theses). Toronto: University of Toronto, [2015?]. Disponível em: http://individual.utoronto.ca/yasnitsky/texts/VygotskyBolshevikCritique.pdf. Acesso em: 16 maio 2026.

YASNITSKY, A. Vygotsky's science of Superman. In: . From Utopia to Concrete Psychology. 2015. p. 1–20. Disponível em: https://www.taylorfrancis.com/chapters/edit/10.4324/9781351060639-1/vygotsky-science-superman-anton-yasnitsky. Acesso em: 16 maio 2026.

YASNITSKY, A. Funciones superiores y psicología de cumbres: Vygotski (ab)usa (de)a León Trotski y Friedrich Nietzsche. Disponível em: http://individual.utoronto.ca/yasnitsky/. Acesso em: 16 maio 2026.

PARKER, I. Psicologia Revolucionária de Lev Davidovich Bronstein. 2024. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=7005697. Acesso em: 16 maio 2026.

TRAVASAROS, A. Vygotsky: A Marxist analysis of the crisis in psychology. Culture & Psychology, v. 30, n. 4, 2024. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/1354067X231204303. Acesso em: 16 maio 2026.

IACOVINO, L. Vygotski e Leontiev: ressonâncias de um passado. Cadernos de Pesquisa, v. 39, n. 137, p. 613–630, maio/ago. 2009. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cp/a/vxFh6xssTzcjXwNKqKWtTvG/. Acesso em: 16 maio 2026.

SARTINI, B. C. Da ética marxista à psicologia vigotskiana. 2014. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/31708/3/EticaMarxistaPsicologia.pdf. Acesso em: 16 maio 2026.



quinta-feira, 14 de maio de 2026

Carta de Leon Trótski a Lev Vigotski

Coyoacán, México, 1933 (pouco antes da morte de Vigotski)

Meu caro Lev Semiónovitch,

Escrevo-lhe sabendo que esta carta pode nunca chegar às suas mãos, e que, se chegar, lê-la pode lhe custar caro. A burocracia stalinista não perdoa correspondências com seus inimigos declarados. Mas arrisco. Pois tenho acompanhado, à distância, seus trabalhos — e sinto que há entre nós algo mais do que uma coincidência de temas. Há uma afinidade de método.

Você não me conhece pessoalmente. Eu, no exílio, tenho lido o que posso de sua obra — Psicologia Pedagógica, Psicologia da Arte, os artigos sobre defectologia. E preciso lhe dizer: você está fazendo, no campo da psicologia, o que tenho tentado fazer no campo da política. Não me refiro a conclusões idênticas — pois cada ciência tem suas mediações específicas —, mas a um modo de aplicar o materialismo dialético que os burocratas de Moscou jamais compreenderão.

O que vejo em sua obra

Os stalinistas reduziram o marxismo a um evolucionismo raso: tudo se desenvolve por estágios previsíveis, tudo é determinado "pelas condições materiais" como se fossem correntes. Eles esvaziaram a dialética de sua alma: a contradição, o salto, a compressão do tempo.

Você, ao contrário, compreendeu algo fundamental. Quando fala da zona de desenvolvimento iminente — aquilo que a criança ainda não pode fazer sozinha, mas já pode fazer com ajuda —, você está descrevendo exatamente o que eu chamo de revolução permanente. O futuro não vem depois, numa sucessão mecânica. Ele já se anuncia no presente, como uma contradição entre o que se é e o que se pode vir a ser. A ajuda externa — o professor, o instrumento cultural, a linguagem — é a vanguarda que puxa o desenvolvimento, assim como o partido revolucionário puxa a classe trabalhadora.

Os stalinistas querem uma psicologia de reflexos condicionados, como Pavlov. É mais fácil controlar um cachorro que saliva do que um ser humano que pensa. Você, ao contrário, colocou a linguagem no centro. E a linguagem é o instrumento dos instrumentos — é ela que permite ao homem mediar sua relação com o mundo e consigo mesmo. Pois bem: isso é profundamente marxista. Marx dizia que o homem se diferencia do animal quando começa a produzir seus meios de vida. Você acrescenta: e também quando começa a produzir significados. E eu acrescento: a revolução socialista é exatamente o momento em que a humanidade toma consciência de sua própria produção histórica e decide produzi-la de forma racional e livre.

Nossas diferenças, que não nos separam

Não quero que pense que vejo apenas concordâncias. Haveria, em uma conversa franca, pontos de tensão.

Você, me parece, deposita enorme fé na educação como força transformadora. Eu, tendo visto a burocracia tomar conta das escolas e transformá-las em aparelhos de doutrinação, sou mais cético. A educação não é neutra, mas também não é autossuficiente. Sem uma transformação radical das relações de produção, a melhor pedagogia se torna servil ao Estado burocrático.

Outra diferença: você confia na mediação pacífica do desenvolvimento — a criança avança com ajuda, gradualmente. Eu, na política, vejo que as classes dominantes não cedem espaço voluntariamente. A revolução é violenta não porque amamos a violência, mas porque a classe dominante a impõe como única resposta à nossa organização. A zona de desenvolvimento iminente, na luta de classes, se chama greve geral, insurreição, guerra civil.

Mas essas diferenças são de campo de aplicação, não de método. Você estuda o indivíduo em desenvolvimento. Eu estudo a sociedade em revolução. Em ambos os casos, a pergunta é: como o novo emerge do velho, não por acúmulo gradual, mas por salto qualitativo? E em ambos os casos, a resposta envolve um instrumento que faz a mediação: para você, a linguagem e os signos; para mim, o partido revolucionário e a teoria crítica.

O segredo que já não posso calar

Preciso lhe dizer algo que os arquivos, um dia, confirmarão. Eu sei que você me citou em seus primeiros trabalhos. Em Psicologia da Arte, há uma passagem longa de Literatura e Revolução — aquela sobre o homem tornar-se senhor de seus próprios sentimentos. Você a citou com aprovação. Sei também que, nas edições mais recentes sob censura stalinista, essas citações desapareceram. Não se culpe por isso. Sobreviver para continuar o trabalho não é covardia. É estratégia.

Mas quero que saiba, mesmo que nunca possa responder a esta carta: sua obra é, para mim, a prova de que o marxismo não é um sistema fechado. Os burocratas querem fórmulas prontas. Você, como eu, quer problemas abertos. Eles querem um homem-máquina, previsível, administrável. Você quer um ser humano que se apropria dos instrumentos culturais e, ao fazê-lo, se torna capaz de transformar o mundo e a si mesmo.

Isso é revolucionário. Mesmo que você nunca diga isso em voz alta.

O que lhe peço, ao fim

Não responda a esta carta. Queime-a, se for preciso. Mas guarde uma coisa no coração: não estamos sozinhos. A história tentará nos separar — a você, como psicólogo "apolítico"; a mim, como "inimigo do povo". Mas o método dialético é teimoso. Ele floresce onde menos esperam.

Continue seu trabalho, camarada. A psicologia que você está construindo será, um dia, o complemento necessário da revolução política. Pois de que adianta transformar as fábricas e os sovietes, se dentro do peito humano ainda habita o velho homem, com seus medos, suas submissões e seus afetos domesticados?

Você está plantando sementes em solo congelado. Mas o degelo virá.

Com fraterno abraço de luta,

L.D.

Coyoacán, 14 de maio de 1933

P.S. — Luria me contou, por meio de um visitante comum, que você está doente. A tuberculose é uma peste que a revolução também precisará vencer. Mas enquanto não vencemos, peço-lhe: sobreviva. Sua obra precisa de você. A história precisa de você. E eu, do exílio, preciso saber que não sou o único a acreditar que a dialética pode habitar até mesmo os becos mais escuros da mente humana.

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Carta fictícia, elaborada com auxílio de I.A. 

Carta de Lev Vigotski a Leon Trotski

Sanatório Serebryanii Bor,  Moscou, 1932

Camarada Trotsky,

Li seus textos com a atenção de quem sabe que cada palavra, em nossa época, pode custar a liberdade ou a vida. Mas li também com a alma de quem busca, na teoria marxista, instrumentos para compreender o fenômeno humano mais complexo: a formação da consciência.

E encontrei em você algo que os burocratas que agora controlam o partido nunca compreenderão: o movimento dialético como método vivo, e não como fórmula morta.

O que me atraiu em sua obra — e que tentei, à minha maneira, aplicar à psicologia — é essa intuição fundamental de que o desenvolvimento não é a repetição mecânica de estágios, mas sim uma compressão de tempos, um salto qualitativo onde o que parecia atrasado pode se tornar, pela força da contradição, a pedra angular do novo.

Você chamou isso de revolução permanente na política. Eu chamo, na psicologia, de zona de desenvolvimento iminente: o espaço onde o que a criança ainda não pode fazer sozinha, ela já pode fazer com ajuda, e amanhã fará por si mesma. É a mesma lógica: o futuro já se anuncia no presente, na forma de uma contradição entre o que se é e o que se pode vir a ser.

Sabe o que mais me marcou em você? Não foi apenas a ousadia política, mas algo mais sutil: você levou a sério a ideia de que a revolução deve formar um novo ser humano. Não como abstração moralista, mas como problema científico concreto. Em Literatura e Revolução, você escreveu sobre a possibilidade de o homem tornar-se senhor de seus próprios sentimentos, de estender "os fios da vontade" até os recônditos ocultos de seu ser. Quando li isso, senti que não estava sozinho.

Eu estava, naquele momento, tentando compreender como os instrumentos culturais — a linguagem, os signos — transformam a própria estrutura da psique. E você já apontava para esse horizonte: o homem não apenas transforma a natureza externa, mas, ao fazê-lo, transforma a si mesmo. É a mesma dialética.

Preciso lhe dizer algo que me dói, mas que você merece saber. Nos anos 1920, antes do exílio, citei você abertamente. Em Psicologia Pedagógica, em Psicologia da Arte, suas palavras estavam lá, como faróis. Mas hoje, em 1932, enquanto escrevo Pensamento e Linguagem já doente, com a tuberculose que a falta de condições básicas agravou, não posso mais mencionar seu nome. Se o fizer, meu trabalho será destruído, meus colaboradores — Luria, Leontiev — serão presos, e tudo o que construímos será enterrado sob o peso da burocracia.

Isso me envergonha? Não. Me enfurece. Porque aprendi com o próprio método dialético que sobreviver para continuar o trabalho não é covardia; é estratégia. A verdade não morre quando é silenciada; ela se refugia nos interstícios, esperando o momento de florescer. E florescerá. Sei disso.

Deixe-me lhe dizer, camarada, o que penso de sua obra e do que ela representa para mim:

Você compreendeu que o marxismo não pode ser um sistema fechado. Para os burocratas, tudo está resolvido: o homem é um conjunto de reflexos, a consciência é um epifenômeno, a revolução já se realizou e agora só resta administrar. Para mim, como para você, o marxismo é um método para abrir problemas, não para fechá-los. A psicologia que tentei construir parte exatamente dessa premissa: o ser humano é um projeto inacabado, e a educação — a formação da consciência — é o campo onde esse projeto se realiza ou se trai.

Você me ensinou algo sobre a relação entre indivíduo e história. O stalinismo finge que o indivíduo é nada diante do coletivo. Você, ao contrário, mostrou que a revolução só tem sentido se formar indivíduos livres, capazes de autodeterminação. É o que tento mostrar em minha obra: a consciência não é uma simples reflexo do social, mas uma interiorização — um processo ativo onde o sujeito se apropria dos instrumentos culturais e, ao fazê-lo, torna-se capaz de agir sobre o mundo e sobre si mesmo.

E há algo mais, camarada, que poucos notam. Você era judeu, como eu. E num mundo que nos perseguiu por isso, ambos buscamos no universalismo da revolução uma forma de transcender a marca que nos queriam impor. A burocracia stalinista, com seu antissemitismo disfarçado de "combate ao cosmopolitismo", jamais perdoará isso em você — nem em mim, quando ousarem me reler depois de minha morte.

Se me permite, camarada Trotsky, quero lhe fazer uma confissão final.

Há quem diga, hoje e no futuro, que minha obra pode ser lida sem referência a você. Que fui "apenas" um psicólogo soviético, um "marxista-leninista" dentro dos limites aceitáveis. Que minhas citações a você foram um acidente de juventude, depois superado.

Isso é mentira. E saberei, de onde estiver, que a verdade virá à tona.

Não porque eu ou você precisemos de reconhecimento pessoal. Mas porque a verdade científica — como a verdade revolucionária — é uma só: o desenvolvimento humano não é linear, nem previsível, nem administrável por burocratas. É um processo dialético, cheio de saltos, crises e superações. E quem compreendeu isso, na política, foi você. Quem tentou aplicar isso à psicologia, na medida de suas forças e sob a mira do inimigo, fui eu.

Que os que vierem depois — os psicólogos, os educadores, os revolucionários — saibam ler nossa obra como ela realmente é: não dois sistemas separados, mas duas faces do mesmo esforço para compreender como a dialética se faz carne na história e na subjetividade humana.

E que saibam, também, que silenciar um nome não apaga uma ideia. As ideias têm o hábito incômodo de sobreviver — e de, quando menos se espera, fazer a revolução por dentro dos próprios lugares onde tentaram enterrá-las.

Com o abraço de quem reconhece, no outro, um companheiro de trincheira,

Lev Vigotski

1932 (em um mundo onde pudesse dizer isso em voz alta)"

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Obra de ficção elaborada com auxílio de I.A.


Intersecções entre as obras de Vigotski e Luria e a obra de Trotsky

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